A história de uma grande amiga

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Hello Acordada!

Hoje você vai conhecer uma amiga minha, que tem uma história bem interessante! E enquanto vou te contando, vai olhando pra dentro de você e observando os insights que surgem durante a história. Eu tenho certeza que isso vai mexer muito com você!  

Essa minha amiga, quando era mais nova, era o tipo de garota bem sonhadora que acreditava que tudo seria possível de se realizar na sua vida. Ela tinha uma característica muito interessante que era: 

ACREDITAR.

Ela realmente ACREDITAVA. Sabe o tipo de pessoa positiva que sonha e acredita que tudo vai dar certo? Essa pessoa era ela. 

Mas olha só que curioso: o seu ponto mais forte era também seu ponto mais fraco, assim como pra todas nós, né? 

O que eu quero dizer com isso é que o fato dela acreditar muito, fez também com que ela ACREDITASSE no que as pessoas diziam sobre ela. 

Lembra que no primeiro episódio nos falamos sobre as crenças limitantes? (crença nada mais é do que aquilo que você ACREDITA sobre alguma coisa, sobre determinado assunto ou tema) e no caso dessa minha amiga, o que aconteceu foi que ela passou a acreditar no que as pessoas a sua volta diziam sobre ela, e isso se tornou uma crença (que a limitava de avançar). 

Como ela era muito nova (tinha seus 20 e poucos anos), ela testava inúmeras coisas, fazia curso de quase tudo o que você possa imaginar. E ela fazia isso, porque estava numa busca. A busca da sua autorealização. 

Só que isso gerava diversos comentários na família, coisas do tipo: “você não sabe o que quer”, “tudo que você começa, você para”. “Você não persiste em nada”, enfim. Esses comentários começaram a fazer ela ACREDITAR que realmente ela era perdida, que ela não sabia o que queria e que talvez fosse mesmo muito sonhadora e por isso deveria colocar os pés no chão, como diziam pra ela.  

Você já ouviu aquele ditado que diz que uma mentira dita várias vezes se torna uma verdade? Pois é, esse ditado se encaixa muito bem aqui nessa história. A “mentira” que os outros falavam pra ela (e sobre ela), começou a se tornar uma verdade, e foi aí que ela começou a se perder de si mesmo.  

Aos poucos, ela foi deixando de ser ela, deixando de ser sua essência. E o resultado foi que ela passou a trocar a alegria por tristeza, os sonhos por decepção, aquela confiança de que poderia realizar tudo, ela trocou por medo e insegurança. E assim, aos poucos quase que de forma imperceptível aos seus próprios olhos, ela foi desistindo de si mesmo e dos seus sonhos.  

Olha, eu confesso que foi impressionante ver como alguns poucos anos foram o suficiente para “desconfigurar ” completamente essa minha amiga, fazendo com ela se distanciasse do seu verdadeiro “eu”.  

E você deve concordar comigo que é impressionante ver como as pessoas que nós amamos e que são próximos de nós, tem um poder gigante de nos influenciar, né? Seja pra cima ou para baixo. E não, eu acho que elas fazem isso de propósito. Acredito no “lance” das crenças como já falamos. Como essas pessoas têm suas crenças, elas acabam tentando nos persuadir para pensarmos iguais a elas, só isso.

 

Bom, voltando pra história dessa minha amiga…  

Aconteceu que um dia, ela estava numa viagem com a família quando percebeu que seu coração acelerou sozinho. Do nada, de repente e seu nenhum aviso, seu corpo inteiro ficou estranho. Palpitação no peito, de repente uma falta de ar. Ela começou a suar frio… e aí, uma vontade de vomitar e uma dor de barriga ao mesmo tempo. 

Ela me contou que o pior nem foi sentir todos esses sintomas, o pior foi o sentimento e os pensamentos que começaram a passar por sua sua cabeça. Ela sentia que a morte estava chegando e que ela ia morrer ali, naquele momento. E só pensava que não ia conseguir chegar a tempo no hospital.  

Um desespero tomou conta dela que não sabia explicar para seu marido e seus familiares o que estava acontecendo.  

Ela não queria contar para ninguém, porque ela não sabia explicar o que ela estava tendo. 

É, essa minha amiga estava tendo uma crise de pânico. O pânico é um transtorno de ansiedade e por isso o corpo e a mente reagiam daquela forma estranha. Era um alerta, um sinal de que ela estava indo na contramão do seu coração.  

Ela não ia morrer fisicamente, mas naquele momento, algo começou a mudar em sua vida.  

E conversando hoje, com essa minha amiga, chegamos à conclusão de que as crises de ansiedade que aconteceram com ela a quase 13 anos atrás foi uma forma que Deus teve de fazer com ela parasse para refletir sobre sua vida. Afinal, quando a morte bate à nossa porta, parece que paramos pra pensar, refletir e dar valor a coisas que não dávamos antes, né? 

Ela entendeu que o aconteceu com ela, foi na verdade um convite do Universo para uma mudança de vida. E a sensação da morte que acontecia quase que diariamente, era uma mensagem insistente do Universo para que ela realmente morresse! 

Morresse pra tudo que já não fazia mais sentido pra ela. Morresse para o casamento que já não a fazia feliz a muito tempo, morresse para um diploma de direito e pra 5 anos de muito estudo, mas que não era com o que ela se via trabalhando. Morresse para uma terra que não era terra dela, pra uma cultura que não era a dela e voltasse pra casa, para o seu porto seguro. Pois a pessoas que ela mais amava estavam a mais de 2 mil quilômetros de distância e ela só as via uma vez por ano e por alguns poucos dias.  

É, mas era preciso CORAGEM para morrer, pois eram muitas e muitas crenças que a impediam de tomar essa atitude. E como é desafiador morrer pra aquilo que a gente acredita tanto, né?   

Mais desafiador ainda é que ela iria precisar voltar a ACREDITAR e ainda mais, acreditar, mesmo sem ver, que depois da morte, viria a vida.  

O sentimento de morte que a visitava, queria dizer pra ela: “Morra, mas morra mesmo, morra pra tudo que não faz mais sentido pra você, pois quando você morrer… ahhh daí sim, você encontrará a vida”. 

Quem disse que a morte é ruim? A morte traz consigo o fechamento de um ciclo e traz também… A abertura de novos ciclos.  

A morte significa DESAPEGO, deixar ir. 

Deixar ir para que o novo venha. Mas temos medo do novo, né?
Medo daquilo que não sabemos como vai ser.
 

Ahhhh ela precisava de muita coragem.
Então ela decidiu morrer e isso aconteceu no dia em que leu esse poema: 
 

 

Quando me amei de verdade… 

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Autoestima. 

 
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade. 

 
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que aconteceu contribuiu para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento. 

 
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… Respeito. 

 
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… Amor-próprio. 

 
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade. 

 
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a… Humildade. 

 
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude. 

 
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. 
 

 Tudo isso é… Saber viver! 

Você deve estar se perguntando quem é essa minha amiga, né? Você quer saber? Eu vou te contar: Essa minha amiga sou eu mesmo a muito tempo atrás. Essa é a MINHA história e as coisas para qual EU precisei morrer. Cada um tem a sua história e as coisas para o qual precisa morrer. 

Espero que você tenha gostado dessa história. Que ela tenha causado muitos insights no seu coração para que você também morra para aquilo que não faz mais sentido para você. 

E  acredite: depois da morte vem a vida! 

Um grande beijo 

Dany Pereira 

DANY PEREIRA

Dany Pereira vem desde 2008 em busca de ferramentas para a sua autotransformação que a fizeram passar pelo Coaching, PNL (Programação Neurolinguística), EFT (Emotion Freedom Technic), Astrologia, Alquimia, Meditação e Yoga. Formada em Direito, atua hoje como empresária, sendo sócia proprietária da WRA Mechanic Expert e CEO da Editora Bora Acordar.